segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Palavrices

Férias com chuva para alguns é algo ruim...mas em casa quentinha com um pouco de sossego não resisto ao aconchego das letrinhas, umas para ler, outras para escrever.
E nestes dias brinquei um pouquinho, seguem alguns sopros, assovios e grunhidos...

*
Me interessa o que fui, o que sou, o que posso vir a ser.

*
Num canto vazio
um corpo vadio
transborda lamentos.

O corpo cansado
marcado, suado
procura alimento.

O corpo no copo.
*
A poesia é
a lágrima que não sei derramar,
o leite que não pude beber.
A vida que pensei ser minha...
e não cheguei a ter.
*
Desatento

Mesmo sem você ouvir a história aconteceu.
Mesmo sem te interessar a vida prosseguiu.
E sem você perceber, me percebi sozinha.

*
Não queria ser poeta, pois a saudade que ampara a caneta.
Queria ser bicho, sentidos saciados sem argumento.
Só corpo, só carne...
Não queria ser poeta, bastaria ser feliz.

*
Combinam a carne, o gosto, o cheiro.
Desconhecem essência, decência, piedade.
Suor, rangido, atrito, prurido.
Silêncio, plásticos cortados.
Palavras, facas afiadas.
Combinam o sêmen, separam a alma.
*
Palavrices, brincadeiras, brincalavras, palavras.

sábado, 24 de dezembro de 2011

Natal e saudade...

Natal é um dia triste pra mim...Lembranças de pessoas que partiram para sempre, e outras pelas distâncias momentâneas da vida...
Nos últimos anos tem sido rotina passar a data meio isolada, é esquisito, enquanto todos compram presente, telefonam, desejam felicidades...
Lembro da primeira árvore que enfeitei, estava prestes a ganhar minha filha e foi um ritual bonito, não pela árvore em si, mas por toda esperança que pendurei nos galhos junto com cada bolinha colorida.
Adorava preparar a ceia, ficava o dia todo no fogão, fazia questão de preparar tudo pessoalmente com capricho, agora prefiro nem ovo fritar.
Com o tempo minha filha foi cescendo e a brincadeira ficou meio mágica, nós duas e as grandes especulações da existência ou não do velhinho de vermelho, e as táticas para esconder o presente no telhado, já que nesta época morava num cômodo pequeno coberto de telha brasilit, quente, abafado e sem nenhuma chance de chaminé, mas tinha tanta magia naquele barraco, hoje a casa é mais confortável mas esses encantos foram substituidos pela correria do cotidiano.
O primeiro Natal que passei separada da minha filha foi de longe o mais triste, ela com oito anos e eu...com toda saudade de um tempo que não voltaria mais. Este será o quarto natal separadas, conto um por um...nos anteriores ainda montava a árvore, mas neste preferi deixar esta história de lado, é difícil para ela também...eu sei. Quando ela fica é diferente, parece que meus olhos enxergam melhor.
Costumo ser debochada, meio fanfarrona com a vida, mas a data da comemoração do nascimento de Jesus me traz uma saudade... da minha bisavó e nossas conversas da madrugada quando acordava para ler a bíblia para ela e orar de memória o salmo 91, depois ouvir seus conselhos que até hoje me acompanham, do seu jeito de fazer angú, das suas mãos velhinhas, enrugadas que trançavam meus cabelos. Saudade da minha vó, do calor do seu abraço nos reencontros durantes as férias, das latas de doce que ela fazia só para mim... sempre que vejo figo em calda me dá um aperto no coração, seus mimos paciência tornaram a minha infância mais feliz. Duas mulheres pequenas no tamanho e grandes no coração, quando sonho com elas fico com uma sensação de voltar no tempo.
Este Natal estou mais esquisita, nem sei explicar, talvez o fato de parar e pensar nas pessoas que entram e saem da vida me faça perceber o quanto tudo é finito.
Mais tarde vou correr para o colo de uma amiga, comer panetonne e tocar em frente, um dia triste no ano já basta.

sábado, 26 de novembro de 2011

Apaixonada

Fui arrebatada com todo exagero que a paixão permite, estou apaixonada, sem meios termos, os que vieram antes que me perdoem...
Terminei finalmente a leitura do meu livro querido, trapaciei, reli umas folhas, era tão bom tê-lo por perto, mas a chuva numa tarde de sábado em plena primavera  fez-me encerrar esta relação tão intensa.
Eu e Balzac nesta cidade doida que nos dias quentes exala feromônio do asfalto brilhante e nos dias frios encerra seus habitantes nas caixinhas de morar...E assim com chuva a bater na janela me apaixonei por Balzac, nem Shakespeare, Neruda, Suzak e tantos outros que passaram por minhas mãos me fizeram sentir assim, refletir sobre a mulher que sou e a mulher que desejo ser.
E depois dessa confissão sobra-me indicar a leitura A MULHER DE TRINTA ANOS de Honoré de Balzac.

sábado, 12 de novembro de 2011

Devolutivas

Falo, reclama.
Calo, reclama.
Reclamo, briga.
Desapareço,vem a  procura.
Procuro, acho o silêncio.
Esquece, esqueço...
Passo...
Olha o tempo e me conta.
Me toca e cala!
Sentido, sem sentido.
Passado...
Perdido?
Encontra o corpo, esquece a alma.
Sei bem é fragmentado, fatos, rastros.
Essas lacunas são cheias de passos...
E caminhos que caminhavam juntos...
Ficam assim separados.
Sem pressa, sem tempo!
Sem jeito de seguir em frente.
Devolva-me o que te cansa,
sei um jeito de carregar sem te pesar.
Mãos vazias duram pouco!

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Testes de uma iniciante na culinária de CupCakes

Estou quase maluca, com uma infinidade de coisas para finalizar, mas como ninguém é de ferro, pensar em docinhos é uma boa forma de acalmar a tensão.
Tinha uma receita de bolo de chocolate que adoro, resolvi fazer umas adaptações e uso agora para fazer CupCakes, os primeiros foram verdadeiros fiascos mas agora já estão bem gostosos.
Algumas dicas preciosas:
Use forminhas de metal para dar forma aos cupcakes, eles são assados direto nas forminhas de papel, mas sem as bases de metal, eles ficam tortos e com aparência feia, e comida bonita é algo indispensável.
Asse em forno médio, assim eles assam por igual e o fundo não fica queimado.
Use um bom chocolate em pó, nada de achocolatados com açúcar, existem marcas baratinhas com qualidade, as versões com 50% de cacau ou mais são as melhores.
Você pode adaptar receitas de bolo que já costuma fazer, mas lembre-se de diminuir o tempo para assar, em média uns trinta minutos.
Variar as coberturas deixa tudo mais divertido, além de deixar a receita mais colorida.

Minha receita de CupCake de Chocolate
Ingredientes da massa:

1 xícara (chá) de açúcar
5 colheres (sopa) bem cheias de margarina
4 ovos
2 xícaras (chá) de farinha de trigo
1  xícara (chá) de chocolate em pó
1 colher (sopa) de fermento em pó
1 xícara (chá) de leite morno
1 colher (sopa) de canela em pó

Preparo:

Bata as claras em neve, guarde na geladeira.
Numa vasilha bata as gemas e acrescente o açúcar e a margarina, assim que virar um creme claro acrescente a farinha, o chocolate, a canela e o leite morno, bata para não ficar com bolinhas de farinha.
Acrescente o fermento, mexa e por fim a clara em neve.
Ligue o forno para esquentar, coloque duas colheres de massa em cada forminha de papel já arrumada dentro da base de alumínio. Deixe o forno na temperatura média e asse por uns 30 minutos.

Calda:

1 xícara (chá) de leite
5 colheres (sopa) de açúcar
3 colheres (sopa) de chocolate em pó

Preparo:

Misture os ingredientes e ferva, pode ser no microondas ou no fogão mesmo, assim que levantar fervura está pronto. Regue o bolo ainda quente, um pouquinho em cada CupCake

Cobertura 1

1 lata de leite condensado
1 caixinha de creme de leite
1 colher (sopa) de margarina
4 colheres (sopa) de chocolate em pó
Coloque em uma panela e leve ao fogo médio  a margarina, o chocolate, e o leite condensado, mexa, assim que ficar no ponto de brigadeiro acrescente o creme de leite e mexa mais um pouco ainda no fogo. Cubra os bolinhos ainda quentes e joque granulados coloridos.

Cobetura 2

200 gramas de chocolate em barra amargo ou meio amargo
1 lata de leite condensado
1 colher (sopa) de margarina
1 lata de creme de leite sem soro
3 colheres (sopa) de chocolate em pó

Preparo:

Numa panela misture a margarina, o chocolate em pó e o leite condensado. Prepare uma receita básica de brigadeiro, acresente o creme de leite sem o soro. Derreta no microondas ou em banho maria a barra de chocolate, misture tudo ainda quente. Cubra os bolinhos e decore com granulados coloridos.

Variações de decorações:

Damascos secos picadinhos, nozes, castanhas trituradas, cereal matinal triturado.
Servir como sobremesa com uma bola de sorvete de creme, dobrar a receita da cobertura 1 e regar o sorvete também.
Cobrir com canela em pó e acúcar de confeiteiro, nesta versão não precisa fazer a calda, assim evita deixar o bolinho muito doce.
Se alguém fizer me conte, não sou cozinheira, brinco ás vezes para relaxar da correria cotidiana e fazer um mimo para família.
Bjs e boa diversão.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Não, sim, talvez, nunca, sempre...

Não, não sou boa,
sou bruta minha alma não foi lapidada.
Não, não interessa,
se algumas palavras voam da boca feito facadas.
Não, não acredito,
desconfio do que vejo, e confio no que sinto.
Não, não concluo,
sou relapsa e me encanto com o novo.
Não, não, não,
sou do contra e sinto prazer em fazer isto.
E meus nãos carregam um sim tão sincero,
sim de sinto, sim de assim, sim de nudez.
Talvez, talvez seja confusa,
mania de quem faz sem pensar e pensa sem fazer.
Sim, meu sorriso é de um lugar escondido,
nem sei como chegar lá, só sei que sai.
Sim, minha raiva transparece,
mora junto com o sorriso, sem endereço.
Sim, meus olhos falam,
gritam alto, nem disfarçam, crianças travessas.
Não, não tenho certeza de nada,
certeza é um território perigoso, tenho medo de ir lá.
Sempre, sempre nem sequer existe
é loucura disfarçada de sonho.
Nunca, nunca é desejo fantasiado,
vontade de explicar o que assusta.
Não, sim, sempre, nunca, talvez,
palavras, pedidos, perdidos, caminhos.

domingo, 18 de setembro de 2011

A Metamorfose ou Os Insetos Interiores ou O Processo

"Notas de um observador:

Existem milhões de insetos almáticos.
Alguns rastejam, outros poucos correm.
A maioria prefere não se mexer.
Grandes e pequenos.
Redondos e triangulares,
de qualquer forma são todos quadrados.
Ovários, oriundos de variadas raízes radicais.
Ramificações da célula rainha.
Desprovidos de asas,
não voam nem nadam.
Possuem vida, mas não sabem.
Duvidam do corpo,
queimam seus filmes e suas floras.
Para eles, tudo é capaz de ser impossível.
Alimentam-se de nós, nossa paz e ciência.
Regurgitam assuntos e sintomas.
Avoam e bebericam sobre as fezes.
Descansam sobre a carniça,
repousam-se no lodo,
lactobacilos vomitados sonhando espermatozóides que não são.
Assim são os insetos interiores.


A futilidade encarrega-se de maestra-los.
São inóspitos, nocivos, poluentes.
Abusam da própria miséria intelectual,
das mazelas vizinhas, do câncer e da raiva alheia.
O veneno se refugia no espelho do armário.
Antes do sono, o beijo de boa noite.
Antes da insônia, a benção.


Arriscam a partilha do tecido que nunca se dissipa.
A família.
São soníferos, chagas sem curas.
Não reproduzem, são inférteis, infiéis, in(f)vertebrados.
Arrancam as cabeças de suas fêmeas,
Cortam os troncos,
Urinam nos rios e nas somas dos desagravos, greves e desapegos.
Esquecem-se de si.
Pontuam-se


A cria que se crie, a dona que se dane.
Os insetos interiores proliferam-se assim:
Na morte e na merda.


Seus sintomas?
Um calor gélido e ansiado na boca do estômago.
Uma sensação de: o que é mesmo que se passa?
Um certo estado de humilhação conformada o que parece bem vindo e quisto.
É mais fácil aturar a tristeza generalizada
Que romper com as correntes de preguiça e mal dizer.
Silenciam-se no holocausto da subserviência
O organismo não se anima mais.
E assim, animais ou menos assim,
Descompromissados com o próprio rumo.
Desprovidos de caráter e coragem,
Desatentos ao próprio tesouro...caem.
Desacordam todos os dias,
não mensuram suas perdas e imposturas.
Não almejam, não alma, já não mais amor.
Assim são os insetos interiores."


O Teatro Mágico

Agora cospe o inseto, não engole que é caca!

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Olhar

Passei um tempo sem escrever aqui, precisava olhar mais, deixar a vida fluir, organizar meu ninho.
Agora volto, cheia de alegria, inspirada...
Outro dia caminhei ao anoitecer e senti o vento frio tocar meu corpo, era quase um abraço, sensação de fazer parte e ao mesmo tempo de entrega ao seu sabor, voar sem sair do chão, estava acompanhada e mergulhada num silêncio tão bom.
Olhar o vento, sim eu vi, minha pele via, meu coração também e mesmo as belas luzes da noite paulista, o barulho dos carros e pessoas que circulavam, o manter o caminhar e carregar os pacotes que me acompanhavam, nada impedia a visão, era o vento...lindo, poderoso, prazeroso.
Meus olhos estavam abertos, tinham a função de guia, mostravam o percurso e nada mais, naquele momento só via o vento, o resto era só manter a marcha.
O espelho está colorido, flores amarelas e azuis saltam no tecido vermelho, folhas verdes aqui e acolá, no meio vejo além, meu rosto modificado pelo tempo, ás vezes percebo que cresci, outras que regredi e brinco com meus cabelos esticados, minha pele de vento, meus olhos de cão cativo, danço no ritmo das imagens e enxergo o que não via antes...
Não estou pronta, não queimei a argila da minha alma e posso molhar o barro e modelar novamente!
Percebi que sou meio marron terra, amarelo polén, vermelho sangue, preto noite, branco lua, azul céu, verde folha, é tudo assim muito misturado, tenho cor de aquarela.
Achava que  possuia meu corpo, mas me enganei, sou do vento, bastou ele soprar e me entreguei, mas o vento ele passa tão rápido que nem pude acompanhar.

II - O Meu Olhar
"O meu olhar é nítido como um girassol.
Tenho o costume de andar pelas estradas
Olhando para a direita e para a esquerda,
E de, vez em quando olhando para trás...
E o que vejo a cada momento
É aquilo que nunca antes eu tinha visto,
E eu sei dar por isso muito bem...
Sei ter o pasmo essencial
Que tem uma criança se, ao nascer,
Reparasse que nascera deveras...
Sinto-me nascido a cada momento
Para a eterna novidade do Mundo...

Creio no mundo como num malmequer,
Porque o vejo. Mas não penso nele
Porque pensar é não compreender ...

O Mundo não se fez para pensarmos nele
(Pensar é estar doente dos olhos)
Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo...

Eu não tenho filosofia: tenho sentidos...
Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é,
Mas porque a amo, e amo-a por isso,
Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe por que ama, nem o que é amar ...
Amar é a eterna inocência,
E a única inocência não pensar..."

Alberto Caeiro

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Fotos bonitas que encontrei na rede



Tanquinho, dar uma olhadinha e um aperto de mão, podem ter muitos significados.
E olhar, isso todos podem...

sábado, 27 de agosto de 2011

Água

TENHO SEDE
SINTO O GOSTO
RELEMBRO A SENSAÇÃO
MAS A BOCA AINDA SECA
GRITA CALADA
SILÊNCIO DE QUEM PRECISA
DESEJA O QUE NÃO TEM
QUERO BEBER NA FONTE

SENTIR A GOTA,
O AR QUE TOCA A PELE
ENQUANTO A ÁGUA ESCORRE
QUERO CHUVA QUE CANTA,
LAVA, MOLHA E CALA.
QUERO ÁGUA!

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Matrimônio, instituição falida

Depois de conversar com muitas pessoas, idades e perfis variados, cheguei a seguinte conclusão:
Casamento é um contrato de interesses, antes com predominância territorial, financeira e de manutenção de status. E hoje serve mesmo para  que?
Escuto tantas vezes a frase, "Se não der certo me separo", e penso, por que embarcam numa história com a previsão de acontecer algo errado?
A mudança nos papéis sociais retirou do homem o poder de mantenedor financeiro e a função de perpetuador dos dogmas morais, as mulheres tornaram-se independentes financeiramente e moralmente, e me surge outra questão, quem faz o que dentro de um casamento? Quais são as funções neste contrato de vida? O termo casamento ainda é funcional para os atuais agrupamentos?
A imagem do pai carregando a moça de branco, atestando sua pureza e a entregando como um pacote nas mãos do homem (esposo) responsável por ela a partir dai não faz mais sentido. Observo um número crescente de lares chefiados por mulheres que dividem seu tempo entre o trabalho, a organização doméstica,  educação dos filhos e a manutenção de uma vida social cada vez mais valorizada por este grupo que tenta incansavelmente obter direitos negados por leis e convenções machistas.
Imagino como alguns casais resitem, compartilham sentimentos e mantém relações saudáveis por décadas, qual seria o segredo?
Tenho muito medo desta palavra...CASAMENTO, para ser bem sincera, raramente assisto o dos outros, nos últimos 10 anos fui em apenas 1, e mesmo assim confesso um certo desconforto.
Queria acreditar, mas vejo tanta coisa...depois de um tempo os beijos são substituídos por olhares frios, e os sonhos substituídos por mentiras e ausências, e nem sou uma pessoa dada ao pessimismo mas vejo tantos casos que é difícil ficar imune.
A sensação de sede é bem singular, transforma a água no líquido mais saboroso, não adianta substitui-la, e quando bebe-se água sem sede, ela volta a ser insípida, inodora e incolor. As pessoas casam com sede, depois ela passa e qual receita para manter esta necessidade do líquido pulsando na garganta?
Acredito no amor, na capacidade de sentir, mas tenho me tornado discrente quanto a capacidade humana de manter sentimentos, cultivar relações duradouras, respeitosas e saudáveis.
Será que descobriremos novas formas de amar,conviver, construir e resignificar a rotina de existir?

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Incerta certeza de quem acredita sentir o que não toca

Estranho como as palavras embelezam, capazes de deixar no ar um perfume doce de flores de plástico, construir castelos de papel e embalar o sonhos dos incautos que deslizam na branca duna de areia errante...
E como sedutoras musas as palavras brincam, sussurram em momentos de amor eterno regados á vinho e carne, suor e saliva, lágrimas e abraços.
Ah doces palavras, armas coloridas enfeitadas de luz, dancem na minha língua quente, adentrem meus ouvidos como flechas, percorram e assim como surgiram desapareçam, deixem só as lembranças.
Queria ser tanto, mas talvez me completasse ser poeta, viver a magia das letras.
Palavras que afetam, irritam, unem, separam, prometem, simplesmente se calam para dizer tanto.
Alguns sons são sólidos, pedras polidas e reluzentes, outros são ecos, repetem-se e escondem-se no vazio.
E para meu deleite, mesmo sem ser poeta me cabe beber na fonte, letras aos goles, palavras em litros, rios...

"Enquanto faço o verso, tu decerto vives.
Trabalhas tua riqueza, e eu trabalho o sangue.
Dirás que sangue é o não teres teu ouro
E o poeta te diz: compra o teu tempo.
Contempla o teu viver que corre, escuta
O teu ouro de dentro. É outro o amarelo que te falo.
Enquanto faço o verso, tu que não me lês
Sorris, se do meu verso ardente alguém te fala.
O ser poeta te sabe a ornamento, desconversas:
"Meu precioso tempo não pode ser perdido com os poetas".
Irmão do meu momento: quando eu morrer
Uma coisa infinita também morre. É difícil dizê-lo:
MORRE O AMOR DE UM POETA.
E isso é tanto, que o teu ouro não compra,
E tão raro, que o mínimo pedaço, de tão vasto
Não cabe no meu canto"
Hilda Hilst

sábado, 23 de julho de 2011

Cantora ótima, da nossa geração. Alegria, nem tudo é pancadão!

Amo música, não sou especialista no assunto o que é bom pois escuto com liberdade, construo meu gosto com o aval dos meus ouvidos.
Resolvi escrever sobre uma cantora que acho incrível, suas músicas são originais, ela faz uns arranjos excelentes com a voz potente que tem, e em outros momentos é suave e leve como uma brisa.
"Cantora. Compositora.
Cursou a faculdade de Artes Cênicas, na USP, onde chegou a montar trilhas sonoras premiadas para peças teatrais."

Obras:

  • "A Ana
  • A menina e o cachorro (c/ Liminha e Arnaldo Antunes)
  • Aquário (c/ Liminha e Arnaldo Antunes)
  • Cadê você?
  • Coçando (c/ Dadi, Liminha e Arnaldo Antunes)
  • Devolve, moço (c/ Alexandre Fontanetti e Fabá Jimenez)
  • Esconderijo
  • Gira (c/ Liminha e Flávio Rossi)
  • Mandinga não
  • Na medida do Impossível
  • Na multidão (c/ Liminha e Arnaldo Antunes)
  • Não quero mais (c/ Liminha e Arnaldo Antunes)
  • O amor é mesmo estranho (c/ Fabá Jimenez e Liminha)
  • Para todas as coisas
  • Problema tudo bem (c/ Liminha)
  • Sempre com você (c/ Dadi)
  • Vacina na veia"
  • Discografia:
  • Fiz uma visita no site da cantora, é bem legal!
  • http://www.anacanas.com/
Agora podemos nos entristecer com a morte da Amy Winehouse, que tinha uma voz excelente mas...A Ana Cañas está ai viva, é brasileira e tem muito talento, podemos ouvir os dois cds da Amy que estarão custando uma fortuna nos próximos meses e aproveitar para conhecer um pouco mais dos talentos do nosso país.



quinta-feira, 21 de julho de 2011

9 Tipos de Namorados:

1. João Bonzinho – "Depois que eu lavar a louça, vamos ficar abraçadinhos e zuntinhos, tá OK, meu benzinho?"
Também conhecido como: João Denguinho, João do Lóvi.
Vantagens: Bem comportado; passa as próprias camisas.
Desvantagens: É tão compreensivo que irrita; perfeito paspalho, shoralitruz.
2. João Ódio Gratuito – "As pessoas são idiotas. Quero que o mundo se exploda ou se imploda, tanto faz. Vamos ficar em casa vendo televisão".
Também conhecido como: João Rasga Tapete, João Que Porra É Essa.
Vantagens: Não fica galinhando por aí; é previsível.
Desvantagens: Chato pra caralho.
3. João Delicado – "Mimimi-midesculpa… seja lá o que eu fiz, deculpi-pipipipi".
Também conhecido como: João Só Digo Sim, João Mil Perdões
Vantagens: Dá um pulo hilário quando toma um susto.
Desvantagens: Se assusta com qualquer miséria; desiste sem tentar.
4. João Bombado – "Fecha a matraca, estou raciocinando".
Também conhecido como: João Açaí Com Granola, João Bravo
Vantagens: Abre qualquer tampa; é fácil de enrolar.
Desvantagens: Pode te partir no meio; sua igual um porco.
5. João Soneca – "zzzzzzzzz"
Também conhecido como: João Boa Noite, João Blecaute, João João JOÃO!
Vantagens: Alvo fácil; não pode reclamar que não tem descansado.
Desvantagens: Dificilmente vai realizar algum sonho seu.
6. João Serão Extra – "Quem, eu?…"
Também conhecido como: João Gandaia, João Pés de Pluma
Vantagens: Pode ficar se corroendo de culpa.
Desvantagens: Pode estar se divertindo horrores.
7. João Loverboy – "Depois que eu lavar a louça, vamos trepar como dois demônios da tasmânia epilépticos, OK?"
Também conhecido como: João do Be-Bop-a-Lula, João Vem Aqui Minha Nega, João da Brinks
Vantagens: Está sempre pronto.
Desvantagens: Está sempre pronto.
8. João Sonhador – "Um dia serei rico e famoso. Não sei como, mas…"
Também conhecido como: João Prometo Q Um Dia, João Acorda Alice
Vantagens: É bom contador de histórias.
Desvantagens: Vai se transformar no João Não Sei O Que Houve.
9. João Todo Perfeito – "Enquanto os criados lavam a louça, façamos amor como dois demônios da tasmânia no cio em meu iate novo, OK?"
Também conhecido como: João Mastercard, João Bolso Sem Fundo
Vantagens: É a resposta às preces de toda mulher.
Desvantagens: Devido à caça predatória, tá praticamente em extinção.
  fonte:   http://www.osvigaristas.com.br/textos/listas/9-tipos-de-namorados-e-namoradas-1437.html

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Arte contemporânea

Nas últimas semana tenho frequentado um curso de arte contemporânea e fui apresentada a vários artistas que achei justo compartilhar, algumas obras são interessantes, outras engraçadas, outras despertam sensações variadas.
Fiz uma busca na internet e colarei o link de alguns artistas que possuem sites e facilitam o acesso.
Sou uma apaixonada pela arte em geral, e quero distribuir este sentimento, estou numa fase generosa...


Francis Alÿs, performances irônicas regadas de criatividade, ele disponibiliza o download  dos vídeos
http://www.francisalys.com/
Para saber um pouco mais sobre a vida dele:
http://editora.cosacnaify.com.br/Autor/1495/Francis-Al%C3%BFs-.aspx


Joseph Beuys, pode-se dizer no mínimo que é inquietante, fora genial, crítico e um tanto excêntrico, não consegui achar uma página específica dele mais achei sobre ele


http://www.digestivocultural.com/ensaios/ensaio.asp?codigo=8&titulo=A_arte_como_destino_do_ser


O cara criava umas performances geniais, pena que não consegui achar no YouTube.


Félix Gonzales Torres
http://entretenimento.uol.com.br/27bienal/artistas/felix_gonzalez-torres.jhtm


Tom Sachs, este merece uma olhada com calma, suas performances são repletas de simbologia, e olha que não sei nada sobre o cara e já fiquei fascinada
http://www.tomsachs.org/


Acho que já é suficiente para esta postagem, bom divertimento!
Bjs

terça-feira, 12 de julho de 2011

Isso é pessoal

Há tempos não ficava acordada a noite brincando com minha curiosidade, a internet é uma ferramenta ambígua, capaz de gerar tantos benefícios através da velocidade do acesso ás informações mas...é também excelente para descobrir verdades.
Resolvi brincar de colocar em diversos buscadores os nomes de algumas pessoas que me despertam curiosidade, vale lembrar que este sentimento é fruto do comportamento que as mesmas apresentam, sabe aquelas pessoas que não conseguem manter a persona e deixam farelo de pão por onde caminham e são seres interessantes!
Tomei o cuidado de procurar somente sobre a vida de alguns seres que mantém relação pessoal comigo, e estou pasma como a vida de cada um pode ser vasculhada assim, até os ditos reservados não escapam destes buscadores milagrosos, em alguns casos encontrei fatos datados de uma década atrás ou seja, uma vez na rede qualquer um pode ficar sabendo.
A internet é virtual mas os seres estampados nela são reais, alguns capazes de mostrar tantas faces, dá pra ver vídeos, ler blogs, albúns de fotos, listagem de aprovação e reprovação em concursos e vestibulares, de tudo um pouco. Uma verdadeira brincadeira de detetive!
Seguem alguns conselhos:
Nada de fotos quando contar uma mentirinha branca, elas podem virar provas um dia, antes os vizinhos fofocavam sobre as puladas de cerca alheia, agora tem o Facebook, Orkut, Twitter, Flicker, YouTube, ninguém deve menosprezar a exposição na internet;
Verifique sua descrição nos perfis destas inúmeras redes sociais, são tantas que a possibilidade de contradição aumentam e se quem for ler tiver a capacidade de interpretar bem o que está escrito os riscos dobram;
Apague seus fakes, sabe aqueles perfis com informações dúvidosas...eles também podem ser encontrados se o curioso dispuser de tempo e um pouco de esperteza;
Não existem senhas infalíveis, é bom trocar com o passar do tempo e nunca usar a mesma para várias contas, existem várias páginas na internet ensinando a roubar senhas, invadir emails, orkuts e afins e quem nunca ficou curioso para bisbilhotar algo que atire a primeira pedra.
Fiz a busca com meu nome também...revi coisas que nem imaginava estarem assim registradas publicamente, e certamente farei uma varredura nas minhas páginas virtuais para efetuar uma faxina.
E a principal seja autêntico na sua vida, seja ela virtual ou não, cada um tem o direito de ser o que quiser mas assumir sua essência já ajuda a evitar papelões públicos.
Internet atualmente é muito mais pessoal do que se imagina, antes pedíamos ajuda ao São Longuinho agora basta digitar no Google que se encontra de tudo.
Comecei minha expedição por palavras simples que interessam o universo feminino do qual faço parte, quem convive comigo vai acertar na mosca as primeiras palavras que digitei.
Nestas brincadeirinhas de fuçar aqui e acolá, aprendi a fazer crochê no YouTube, descobri informações bem interessantes através de alguns blogs, vi fotos surpreendentes e agora posso continuar com cara de paisagem pois estas descobertas nem podem ser consideradas invasão de privacidade quem se expõe na rede tem que estar pronto para a opinião pública.
Não quero fazer disto um julgamento de certo ou errado, nada de normoses e preconceitos, mas serve de alerta, a vida real não permite colar caquinhos de confiança quebrada e fingir que o vaso está novo.
Juízo!!! A internet é uma ferramenta do cão quando cai nas mãos de seres zombeteiros e desocupados...
Mas se você adora uma adrenalina, divirta-se, este território livre permanecerá repleto de oportunidades para se reinventar e inventar o que desejar.


" Faça o que tu queres pois é tudo da Lei"







terça-feira, 5 de julho de 2011

Denúncia

Cansei de ficar parada no ponto de ônibus, uso a linha 7004-10, Terminal Guido Caloi - Terminal Rodoviário Jardim Jacira e todos os dias fico em média 40 minutos esperando o bendito passar, no site da SPTRANS consta que o intervalo do mesmo deveria ser de 15 minutos, mas  me pergunto o que acontece com a contagem de tempo no final desta linha que os fiscais não organizam a circulação destes carros.
O caos no trânsito de São Paulo não é culpa só da população, é principalmente da prefeitura que não investe com seriedade e além disto não fiscaliza com eficácia as empresas que deveriam fornecer este serviço.
A cada dia os carros nas ruas aumentam, o trânsito não flui e nada é feito! Espero que cada um que leia esta postagem pense no que fez com seu voto na última eleição e no que fará com o mesmo na próxima.
A poluição é reflexo da frota de carros e fluxo lento, agora quem aguenta ficar diariamente parado no ponto sem saber se o transporte público virá ou não? Já fiz várias reclamações na SPTRANS e nada é resolvido, e quando os passageiros reclamam aos condutores recebem como resposta deboche e grosserias, pagar R$ 3,00 para ter o direito ao transporte faz parte do pacote e ser respeitado também deveria estar incluso. Usarei minhas redes sociais e farei minha parte, espero que mais pessoas façam o mesmo.
Comprar carro não é solução, exigir respeito ao cidadão é o caminho!

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Estou feliz e pronto

Nos últimos dias fui tomada por uma sensação de alegria sem explicação, transpirando felicidade, me alegro com coisas simples e mesmo quando alguém tenta me aborrecer não adianta.
Para quem não gosta de mim devo estar insuportável, sorriso estampado no rosto logo pela manhã e continua o dia todo, mas também...feriado prolongado, filha boa aluna, problemas encaminhados, proximidade do recesso, comidas gostosas, revendo amigos mesmo que virtualmente, minha casa entrando nos eixos, e os dias estão lindos!
Estou feliz e pronto, contente com as pessoas que amo e convivo, e faz tempo que não fico tão sociável, aprendi até a telefonar para as pessoas, aos poucos vou conseguir falar com um monte de gente querida que perdi o contato por ser tão relapsa...
E para todos que por algum motivo se interessaram em ler esta postagem desejo paz, alegria, chocolate, vinho, beijo na boca, boas noites de sono, luar, cobertor quentinho, café fresco, pão de queijo, música e dança, cheiro de jasmim, abraços calorosos, enfim...desejo tudo de bom!!!

terça-feira, 17 de maio de 2011

Recortes de palavras

Tenho saudade da minha displicência, minha vontade de ser tudo ao mesmo tempo, dormia exausta desperta pela luz do dia. Agora tenho a noite fria como tempo sem fim, e penso, penso tanto que  falta forças para apenas ser. Bastaria racionalizar, estabelecer objetivos me repetia sempre, mas minhas verdades algumas vezes transformam-se em boas mentiras. Deveria acreditar, fazer minha parte, soltar boas sementes ao vento e acreditar na fertilidade do solo, na inconstância do tempo e aguardar.

Existem momentos que mesmo os mais apaixonados pelas palavras precisam calar, beber do sentir alheio para descobrir caminhos,  misturar-se para encontrar sentido, mesmo que este não respeite nenhuma lógica.
Recorto a poesia, e costuro meus retalhos...


"Existe a noite, e existe o breu.
Noite é o velado coração de Deus
Esse que por pudor não mais procuro.
Breu é quando tu te afastas ou dizes
Que viajas, e um sol de gelo
Petrifica-me a cara e desobriga-me 
De fidelidade e de conjura. O desejo
Este da carne, a mim não me faz medo.
Assim como me veio, também não me avassala.
Sabes por quê? Lutei com Aquele. 
E dele também não fui lacaia."

Hilda Hilst

"Onde você vê um obstáculo,
alguém vê o término da viagem
e o outro vê uma chance de crescer.
Onde você vê um motivo pra se irritar,
Alguém vê a tragédia total
E o outro vê uma prova para sua paciência.
Onde você vê a morte,
Alguém vê o fim
E o outro vê o começo de uma nova etapa...
Onde você vê a fortuna,
Alguém vê a riqueza material
E o outro pode encontrar por trás de tudo, a dor e a miséria total.
Onde você vê a teimosia,
Alguém vê a ignorância,
Um outro compreende as limitações do companheiro,
percebendo que cada qual caminha em seu próprio passo.
E que é inútil querer apressar o passo do outro,
a não ser que ele deseje isso.
Cada qual vê o que quer, pode ou consegue enxergar."
Fernando Pessoa

"Permita que eu feche os meus olhos,
pois é muito longe e tão tarde!
Pensei que era apenas demora,
e cantando pus-me a esperar-te.
Permita que agora emudeça:
que me conforme em ser sozinha.
Há uma doce luz no silencio,e a dor é de origem divina.
Permita que eu volte o meu rosto para um céu maior que este mundo,
e aprenda a ser dócil no sonho como as estrelas no seu rumo"
Cecília Meireles

E já recortei tanto  papel para me acalmar...talvez  recortar palavras me permita completar meu quebra-cabeça.

sábado, 23 de abril de 2011

Exposição " O mundo mágico de Escher"

Adoro morar em São Paulo, cada hora aparece uma nova opção de lazer. Desta vez é uma exposição ótima no CCBB, a entrada é grátis mas a visita é um presente aos olhos.
Para  quem torce o nariz quando escuta a palavra Exposição é bom espiar um pouquinho e deixar-se afetar pelo encantamento da arte. Algumas obras desafiam a lógica, causam sensações que vão do fascínio ao espanto. muitas são interativas e palavra genial descreve em parte o que será visto por quem aceitar a sugestão de passeio. Aproveitei o feriado e fui com minha filha, voltaremos com calma pois estava lotado.
Abaixo segue o link da página do Centro Cultural do Banco do Brasil.
http://www.bb.com.br/portalbb/page511,128,10173,1,0,1,1.bb?codigoEvento=3721

domingo, 17 de abril de 2011

Wish You Were Here

Tradução:
"Então,
Então você acha que consegue distinguir
O paraíso do inferno
Céus azuis da dor
Você consegue distinguir um campo verde
de um frio trilho de aço?
Um sorriso de um véu?
Você acha que consegue distinguir?

Fizeram você trocar
Seus heróis por fantasmas?
Cinzas quentes por árvores?
Ar quente por uma brisa fria?
Conforto frio por mudança?
Você trocou
Um papel de coadjuvante na guerra
Por um papel principal numa cela?

Como eu queria, como eu queria que você estivesse aqui
Somos apenas duas almas perdidas
Nadando num aquário
Ano após ano
Correndo sobre este mesmo velho chão
O que encontramos?
Os mesmos velhos medos
Queria que você estivesse aqui"

E mesmo sem saber o que ela dizia já acordava tantas sensações, algumas canções atravessam gerações e esta é uma delas.